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21/07/2014

Passenger: Whispers (Island)

Sabe quem é Mike "Passenger" Rosenberg? Talvez se não existisse o Ed Sheeran, que vai ganhando Brit e Ivor Novello Awards, Rosenberg era mais reconhecido.
 
Embora sua canção “Let Her Go“ tivesse sido um dos maiores sucesso de 2013, o cantor e compositor tem dificuldade em vencer sua timidez. A canção título do álbum expressa isso mesmo: "Everyone's feeling the ugly noise/ I don't know what they're talking about/ All I need's a whisper in a world that only shouts."
 
 
As canções de Rosenberg são intensas. Ele tem uma capacidade de contar histórias que nos tocam profundamente e, seguramente, elas se baseiam em muitas situações vividas por o autor.
 
Temos "Bullets“, uma história sobre um colecionador que perdeu seus artefatos amados. “Riding to New York” é um tema tocante sobre um encontro com um doente de câncer. Mas também há momentos de fúria e revolta ("I don't give a fuck if it gets you in the chart or not … I don't know how to please everyone all of the time"). Whispers é um álbum autêntico de um artista autêntico.
 
Classificação: 8 de 10 pontos
 
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17/07/2014

Happyness: Weird Little Birthday (Genepool)

Não se podendo considerar um tsunami que varreu os Tops mundiais, tem havido, no entanto, nos últimos anos um renascimento do Slacker-Rock americano dos anos 1990, principalmente no Reino Unido, liderado por jovens bandas como os Mazes e os Yuck.
 
 
Também o trio londrino Happyness aderiu agora a esse estilo em seu álbum de estréia, que é simplesmente um deleite para os fãs desse gênero de música. Weird Little Birthday apresenta uma sonoridade viva e inspiradora e tudo está no lugar certo, sem exageros, só o necessário para transmitir o que precisa ser transmitido.
 
As letras são cativantes, atrevidas ("I see people come in twos, just like breasts do") e, por vezes, ambíguas ("Remember when we broke into the park and you got laid and I watched and you said that was fine."). Os vocais, embora semi-sussurrados, encaixam bem com as características dos textos. Mas também a música instrumental acompanha em diferentes nuanças o sentir e o sentido das canções. Rock, Pop e baladas, música refrescante que podemos ouvir em Weird Little Birthday dos Happyness.
 
Classificação: 8 de 10 pontos
 
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21/06/2014

Os 50 Álbuns Musicais Mais Marcantes da Década de 1980

A década de 80 do século XX é muitas vezes classificada (e talvez injustamente) como pobre em termos da moda, do cinema, mas também no que diz respeito à produção musical. Essa lista pode ajudar a contradizer essas opiniões. Confira:

 
1. Sonic Youth - Daydream Nation (1987)
2. Talking Heads - Remain in Light (1980)
3. Beastie Boys - Paul's Boutique (1989)
4. Pixies - Doolittle (1989)
5. R.E.M. - Murmur (1983)
6. The Smiths - The Queen Is Dead (1986)
7. Pixies - Surfer Rosa (1988)
8. Tom Waits - Rain Dogs (1985)
9. Public Enemy - It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back (1988)
10. Joy Division - Closer (1980)
11. Tom Waits - Swordfishtrombones (1983)
12. Prince & The Revolution - Purple Rain (1984)
13. The Fall - This Nation's Saving Grace (1985)
14. Sonic Youth - Sister (1987)
15. XTC - Skylarking (1986)
16. Galaxie 500 - On Fire (1989)
17. Minutemen - Double Nickels on the Dime (1984)
18. De La Soul - 3 Feet High and Rising (1989)
19. Public Image, Ltd. - Second Edition (1980)
20. This Heat - Deceit (1981)
21. Brian Eno & David Byrne - My Life in the Bush of Ghosts (1981)
22. My Bloody Valentine - Isn't Anything (1988)
23. The Jesus & Mary Chain - Psychocandy (1985)
24. Gang of Four - Solid Gold (1981)
25. Black Flag - Damaged (1981)
26. Elvis Costello - Get Happy!! (1980)
27. Michael Jackson - Thriller (1982)
28. New Order - Power, Corruption & Lies (1983)
29. The Replacements - Let It Be (1984)
30. U2 - The Joshua Tree (1987)
31. Sonic Youth - EVOL (1986)
32. Hüsker Dü - Zen Arcade (1984)
33. The Fall - Hex Enduction Hour (1982)
34. Talk Talk - Spirit of Eden (1988)
35. N.W.A. - Straight Outta Compton (1988)
36. Violent Femmes - Violent Femmes (1983)
37. The Replacements - Tim (1985)
38. The Cure - Disintegration (1989)
39. The Stone Roses - The Stone Roses (1989)
40. Dinosaur Jr. - You're Living All Over Me (1987)
41. Beastie Boys - Licensed to Ill (1986)
42. Cowboy Junkies - The Trinity Session (1988)
43. Run-DMC - Raising Hell (1986)
44. Kraftwerk - Computer World (1981)
45. Prince - Sign 'O' The Times (1987)
46. XTC - English Settlement (1982)
47. John Zorn - Naked City (1989)
48. R.E.M. - Document (1987)
49. Mission of Burma - Vs. (1982)
50. Spacemen 3 - The Perfect Prescription (1987)
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20/06/2014

The Roots: … And Then You Shoot Your Cousin (Virgin/EMI) - Resenha

The Roots são uma banda que, até agora, funcionava “apenas” como o acompanhamento musical em um talk show norte-americano da NBC. A banda é composta por excelentes músicos, sem dúvida, mas nunca imaginei que The Roots fosse realmente uma verdadeira banda, no sentido de ter um repertório próprio e, ainda por cima, de elevada qualidade.
 

“And Then You Shoot Your Cousin” é um álbum conceptual repleto de histórias sombrias sobre personagens oprimidos, que lutam por seu lugar ao sol. Black Thought, o líder da banda, considera o álbum um ensaio satírico sobre os estereótipos de gângsteres e outros caras do submundo, mas também sobre aqueles que, com perseverança, superaram os inúmeros obstáculos da vida para alcançar, finalmente, o sucesso.

Seja com um coro retumbante em uma versão de "The Devil” de Mary Lou Williams, ou em temas carregados de acordes de piano em bemol, The Roots combinam de forma magistral influências jazz com hip-hop e, ainda, aquilatam tudo com letras honestas e convincentes apelando à consciência social de todos nós.

“Black Rock“ e “Understand” são temas que relatam histórias da vida onde abuso de drogas e violência predominam. No entanto, a canção final, “Tomorrow“, contrasta com todas as outras apresentando um otimismo inesperado. Mas inesperado é todo esse álbum, que sobressai de todos que eu escutei este ano.

Classificação: 8 de 10 pontos

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03/06/2014

The Horrors: Luminous (XL) - Resenha

Quando os The Horrors lançaram em 2009 seu segundo álbum de originais, Primary Colors, tudo indicava, tendo em conta a mudança de estilo efetuada em relação à sua obra de estréia, que a banda (seguindo os passos dos Primal Scream) se iria reinventar cada vez que fizesse um lançamento novo. No entanto, o que se tem notado em sua evolução musical é que os The Horrors estão seguindo mais o caminho dos Radiohead pós- OK Computer.
 
Depois de terem descoberto uma sonoridade (nesse caso falamos de rock psicodélico em cores bem estridentes) que teve aprovação dentre e fora do grupo, desenvolveram-na e aperfeiçoaram-na, como se pode mais uma vez constatar em Luminous.

Mas isso não quer dizer que Luminous (seu quarto álbum) seja só uma cópia melhorada dos anteriores álbuns. Pois, os para o grupo já característicos acordes de guitarra estendidos e os ritmos estóicos e mecânicos são mesclados e polvilhados com novas influências: temos em  "In and Out of Sight" uma aproximação ao  Punk-Funk da década de 70, continuando na mesma década mas com nuanças de Disco em "I See You". Em "Mine And Yours", a banda se inspira no Dancefloor dos anos 90. Penso, contudo,  que em "Lady Godiva's Operation" e "My Funny Valentine" o quinteto foi longe demais em suas experiências e a qualidade dessas canções ressente-se desse exagero.

The Horrors mostra em Luminous mais uma vez sua capacidade para surpreender, embora essa nova obra tenha claramente suas raízes no estilo que a banda foi desenvolvendo ao longo dos anos em álbuns anteriores. Atualmente, The Horrors se destaca, sem dúvida, em anos luz de todas as outras bandas de rock pela sua criatividade e capacidade experimental. (HR)


Classificação: 8 de 10 pontos
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09/05/2014

The Vamps: Meet the Vamps (Mercury) Resenha

 Com seu album de estréia, o quarteto britânico The Vamps quer "bring back bandy-sounding music into mainstream stuff", ou seja, acabar com as boybands que apenas cantam e dançam para trazer de volta o conceito de banda que escreve e interpreta suas canções, cantando e tocando. No entanto, não deve ser por acaso que os The Vamps apareçam agora (normalmente essas coisas não são mesmo deixadas ao acaso por a indústria musical), já que o grupo australiano 5 Seconds of Summer está tendo grande sucesso, seguindo esse conceito.
 
 
Mas será que Meet The Vamps, o título do primeiro álbum da banda, consegue pôr em prática o que esses jovems pretendem. Na minha opinião, não consegue, e porquê? Existem demasiados momentos em que The Vamps soa mais a One Direction do que a ela própria ou àquilo que o quarteto pretende soar. A canção Wild Heart talvez seja a composição que apresente algo mais de genuíno, algo mais de The Vamp-like.
 
Para resumir, fica claro que os The Vamps ainda estão a uma grande distância de alcançar uma sonoridade única e própria, que sobresaia das produções medianas das diversas boybands que proliferam por aí. Aguardamos então por próximos lançamentos.
 
Classificação: 5 de 10 pontos
 
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27/03/2014

Loucura: One Direction contrata 100 Seguranças

Para sua turnê deste verão, a banda britânica One Direction contratou, durante a sua estadia nos Estados Unidos, nada menos do que 100 seguranças, isso são 20 para cada membro da banda.

Um amigo do grupo musical adiantou que são principalmente Niall Horan (20) e Lyam Payne (20) os mais preocupados com os problemas de segurança: "Desde que há dois anos, durante a turnê na Austrália, lhes foram roubados alguns pertences, Liam e Niall ficaram obcecados com as questões de segurança".

A turnê "What We Are" dos One Direction vai se prolongar por sete meses e percorrrer a América do Sul, a Europa e a América do Norte.

 
  
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25/03/2014

Gwyneth Paltrow Acaba Casamento

A estrela de cinema Gwyneth Paltrow (ultimamente tem participado nos filmes do "Homem de Ferro") e o cantor da banda musical Coldplay, Chris Martin, vão se separar após dez anos de vida em conjunto. O casal anúnciou ele próprio esta notícia na página da web da atriz em goop.com.

Gwyneth Paltrow diz que é com grande tristeza que ela e Chris Martin se decidiram partir para a separação. O casal de sonho inglês tinha casado em dezembro de 2003 na Califórnia.
 

Paltrow e Martin querem continuar a educar conjuntamente os filhos, Apple de 9 anos e Moses de 7 anos.

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21/09/2011

R.E.M. – A banda anuncia o seu fim

Num comunicado através do seu “site” a banda de rock R.E.M. despede-se para sempre dos seus fãs, agradecendo-lhes profundamente o seu apoio.
 
 
Durante as três décadas de existência, a banda de Michael Stipe teve êxitos como “Losing My Religion”, “Everybody Hurts”, “Imitation of Life”, “Man On The Moon” e “Bad Boy”.

 
 
 
 
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